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Título de capitalização substitui fiador no mercado de aluguel

O famoso título de capitalização está ganhando espaço em uma nova versão. Agora, ele é destinado ao mercado de locação. A ideia é substituir o fiador, figura bastante procurada por quem precisa alugar um imóvel.

Atualmente, os inquilinos encontram outros tipos de garantias, como caução, poupança e o seguro-fiança. Mas a novidade promete conquistar donos de imóveis e inquilinos.

“A aceitação do título de capitalização ainda é pequena. Ele começa a ser divulgado agora. Mas a tendência é de crescimento, porque ele traz vantagens para o inquilino e para o proprietário”, explica a responsável pelo departamento de locação da Família Imóveis, Christiane Lourenço.

A devolução dos valores aplicados no final do contrato, com atualização feita pela TR, o que não acontece com o seguro-fiança, é apontada como uma das principais.

É possível que haja algum desconto. Então, é preciso ficar atento e perguntar todos os detalhes na hora da adesão.

“Ele também pode ser renovado sem mais custos. Já o seguro-fiança é pago todo ano e o dinheiro não volta para ele”, acrescenta Christiane.

Há ainda a oferta de serviços emergenciais, como eletricista e chaveiro, e até a participação em sorteios durante a vigência do contrato.

Já o proprietário do imóvel tem um valor depositado para cobrir eventuais problemas ou a falta de pagamento do aluguel. E, dependendo do produto, ele pode ter direito a uma assistência durante possível ação de despejo.

Como funciona

No mercado, há bancos e empresas de seguro oferecendo o produto. O modelo é praticamente igual em todos.

As empresas apontam a falta de burocracia como outro ponto positivo para o título. Isso porque, mesmo que a pessoa esteja com o nome sujo, não há impedimentos para o fechamento do contrato.

Há títulos a partir de R$ 1 mil. Mas o valor é negociado entre as partes e, no geral, pode ficar na casa dos três aluguéis, da mesma forma que o caução. “No final das contas, ele pode funcionar como uma poupança forçada para o inquilino”, analisa o economista Márcio Colmenero.

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